quinta-feira, 26 de junho de 2014

Como surgiu o samba?




O samba nasceu na Bahia, no século 19, da mistura de ritmos africanos. Mas foi no Rio de Janeiro que ele criou raízes e se desenvolveu, mesmo sendo perseguido. Durante a década de 1920, por exemplo, quem fosse pego dançando ou cantando samba corria um grande risco de ir batucar atrás das grades. Isso porque o samba era ligado à cultura negra, que era malvista na época. Só mais tarde é que ele passou a ser encarado como um símbolo nacional, principalmente no início dos anos 40, durante o governo de Getúlio Vargas. Nessa música brasileiríssima, a harmonia é feita pelos instrumentos de corda, como o cavaquinho e o violão. Já o ritmo é dado, por exemplo, pelo surdo ou pelo pandeiro. Com o passar do tempo, outros instrumentos, como flauta, piano e saxofone, também foram incorporados, dando origem a novos estilos de samba. À medida que o samba evoluiu, ele ganhou novos sotaques, novos modos de ser tocado e cantado.


Um marco dentro da história moderna e urbana do samba ocorreu em 1917, no próprio Rio de Janeiro, com a gravação em disco de "Pelo Telefone", considerado o primeiro samba a ser gravado no Brasil (segundo os registros da Biblioteca Nacional). A canção tem a autoria reivindicada por Ernesto dos Santos, mais conhecido como Donga, com co-autoria atribuída a Mauro de Almeida, um então conhecido cronista carnavalesco. Na verdade, "Pelo Telefone" era uma criação coletiva de músicos

que participavam das festas da casa de tia Ciata, mas acabou registrada por Donga e Almeida na Biblioteca Nacional.10 "Pelo Telefone" foi a primeira composição a alcançar sucesso com a marca de samba e contribuiria para a divulgação e popularização do gênero. A partir daquele momento, esse samba urbano carioca começou a ser difundido pelo país, inicialmente associado ao carnaval e posteriormente adquirindo um lugar próprio no mercado musical. Surgiram muitos compositores como Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha e Sinhô, mas os sambas destes compositores eram amaxixados, conhecidos como sambas-maxixe.

Origens do termo samba

Existem várias versões acerca do nascimento do termo "samba". Uma delas afirma ser originário do termo "Zambra" ou "Zamba", oriundo da língua árabe, tendo nascido mais precisamente quando da invasão dos mouros à Península Ibérica no século VIII.11 Uma outra diz que é originário de um das muitas línguas africanas, possivelmente do quimbundo, onde "sam" significa "dar", e "ba" "receber" ou "coisa que cai". Ainda há uma versão que diz que a palavra samba vem de outra palavra africana, semba, que significa umbigada.

No Brasil, acredita-se que o termo "samba" foi uma corruptela de "semba" (umbigada), palavra de origem africana - possivelmente oriunda de Angola12 ou Congo, de onde vieram a maior parte dos escravos para o Brasil.


Um dos registros mais antigos da palavra samba apareceu na revista pernambucana O Carapuceiro, datada de fevereiro de 1838, quando Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama escrevia contra o que chamou de "samba d'almocreve" - ou seja, não se referindo ao futuro gênero musical, mas sim a um tipo de folguedo (dança dramática) popular de negros daquela época. De acordo com Hiram da Costa Araújo, ao longo dos séculos, as festas de danças dos negros escravos na Bahia eram chamadas de "samba".

Em meados do século XIX, a palavra samba definia diferentes tipos de música introduzidas pelos escravos africanos, sempre conduzida por diversos tipos de batuques, mas que assumiam características próprias em cada Estado brasileiro, não só pela diversidade das tribos de escravazos, como pela peculiaridade de cada região em que foram assentados. Algumas destas danças populares conhecidas foram: bate-baú, samba-corrido, samba-de-roda, samba-de-chave e samba-de-barravento, na Bahia; coco, no Ceará; tambor-de-crioula (ou ponga), no

Maranhão; trocada, coco-de-parelha, samba de coco e soco-travado, no Pernambuco; bambelô, no Rio Grande do Norte; partido-alto, miudinho, jongo e caxambu, no Rio de Janeiro; samba-lenço, samba-rural, tiririca, miudinho e jongo em São Paulo.

Carnaval

Ao pensarmos sobre o Carnaval, temos o hábito de considerá-lo como uma típica festa brasileira. A presença dessa festividade em nossa cultura é tão grande que muitos chegam a afirmar que o ano começa depois do Carnaval. No exterior, essa mesma festa se transformou em um dos grandes referenciais da cultura brasileira. No imaginário de muitos estrangeiros “carnaval” está entre as três primeiras palavras quando o assunto é Brasil.

Desfile carnavalesco na década de 30

No entanto, podemos afirmar que o carnaval não é uma festa brasileira. Remontando pesquisas históricas que chegam até a Antiguidade Clássica, temos informações que os festejos de carnaval passaram por muitas transformações e se fez presente em diferentes culturas do mundo. Até chegarmos ao Carnaval dos padrões hoje conhecidos, diferentes tipos de festa ocorreram com o mesmo nome.

O carnaval é originário da Roma Antiga e, incorporado pelas tradições do cristianismo, passou a marcar um período de festividades que aconteciam entre o Dia de Reis e a quarta-feira anterior à Quaresma. Em Roma, a Saturnália seria a festa equivalente ao carnaval. Nela um “carro naval” percorria as ruas da cidade enquanto pessoas vestidas com máscaras realizavam jogos e brincadeiras.

Segundo outra corrente, o termo “carnaval” significa o “adeus à carne” ou “a carne nada vale” e, por isso mesmo, traz em sua significação a celebração dos prazeres terrenos. Em outras pesquisas, alguns especialistas tentam relacionar as festas carnavalescas com os rituais de adoração aos deuses egípcios Ísis e Osíris.

Mesmo contado com a resistência de algumas alas mais conservadoras, o Carnaval passou a contar com um período de celebração regular quando, em 1091, a Igreja oficializou a data da Quaresma. Contando com esse referencial, o carnaval começou a ser usualmente comemorado como uma antítese ao comportamento reservado e à reflexão espiritual que marcam a data católica. Assim, a festa carnavalesca passou a ser compreendida como um período onde as obrigações e diferenças do mundo cotidiano fossem anuladas.

Durante a Idade Moderna, os bailes de máscara, as fantasias e os carros alegóricos foram incorporados à festa. Com o passar do tempo, as características improvisadas e subversivas do Carnaval foram perdendo espaço para eventos com maior organização e espaços reservados à sua prática. Grande parte da inspiração do nosso carnaval contemporâneo foi trazida com a grande influência que a cultura francesa teve no Brasil, principalmente, no século XIX.

Atualmente, o prestígio alcançado pelos desfiles de carnaval, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a disseminação das chamadas micaretas trouxeram novas transformações ao evento. Alguns críticos chegam a afirmar que o sentido popular da festa perdeu lugar. Apesar dessas mudanças, esse quatro dias do calendário são aguardados com muita expectativa. Seja pela expectativa do festejo, ou pelo descanso.

Evolução do Samba

DA RODA AO PAGODE

Por volta dos anos 30, diferentes estilos de samba surgiram no Rio de Janeiro

SAMBA-DE-RODA

Muito parecido com a roda de capoeira, é a raiz do samba brasileiro e está registrado na Unesco como patrimônio da humanidade. Surgiu entre os escravos na Bahia por volta de 1860 e logo desembarcou também no Rio de Janeiro. O samba-de-roda, como a dança, começa devagar e se torna cada vez mais forte e cadenciado - sempre acompanhado por um coro para repetir o refrão. Várias canções do estilo têm versos sobre o mar e as tradições africanas.

SAMBA DE BREQUE

Um dos primeiros estilos nascidos no Rio, foi criado no final dos anos 20 em botecos da cidade. No meio do samba rolavam "paradinhas" onde o cantor falava uma frase ou contava uma história. Um dos mestres foi Moreira da Silva. O ritmo é mais picadinho - ou "sincopado", como dizem os músicos -, mas a marca registrada é mesmo a parada repentina. Daí o nome "samba de breque". Quase sempre conta uma história engraçada, de um tiroteio entre malandros à história de um gago que se apaixonou...

PARTIDO-ALTO

Na década de 1930, o partido-alto se popularizou nos morros cariocas. Entre um refrão e outro, os músicos criavam versos na hora, quase como repentistas. As antigas festas de partido-alto chegavam a durar dias! A partir dos anos 70, Martinho da Vila virou um músico marcante do estilo. A principal característica é a improvisação. O partido-alto se mantém, principalmente, pelo jogo de palavras encaixadas no momento certo. O estilo trata de temas do cotidiano, e sempre com o maior bom humor.

SAMBA-ENREDO

Na década de 1930, quando surgiram os primeiros desfiles de escolas de samba no Carnaval do Rio, nasceu o samba-enredo. No início, os músicos improvisavam dois sambas diferentes: um para a ida e outro para a volta na avenida onde as escolas desfilavam. Com o passar dos anos, o samba-enredo ganhou uma batida mais acelerada que outros sambas - o que ajuda as escolas a desfilarem no tempo previsto. A partir dos anos 80 a coisa mudou, mas, até então, samba-enredo só abordava a história oficial do Brasil.

SAMBA-CANÇÃO

Outra cria dos botecos cariocas, o samba-canção apareceu na virada dos anos 30 para os 40. Logo ficou famoso como "samba de fossa", perfeito para ouvir após um pé na bunda... Cartola e Noel Rosa fizeram grandes músicas do estilo. A batida mais lenta e cadenciada do samba-canção lembra bastante o bolero, outro ritmo musical que fazia sucesso nos anos 40. Em geral, as canções falam de desilusão amorosa - de amores não correspondidos às piores traições!

BOSSA NOVA

Cansados da fossa do samba-canção, alguns compositores

decidiram fazer músicas sobre temas mais leves no final dos anos 50. Nascia a bossa nova. Mestres como Tom Jobim e João Gilberto faziam um samba bem diferente, com grande influência do jazz. Com construções musicais mais "complexas", a bossa nova tem o chamado "violão gago", tocado num ritmo diferente do da voz e dos outros instrumentos. O assunto preferido eram as belezas da vida, da praia às mulheres, é claro!

PAGODE

O pagode que hoje faz sucesso pintou como estilo de samba na década de 1980, no Rio, com cantores como Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. Nos anos 90, em São Paulo, ficou mais "comercial" - com direito até a coreografia dos músicos - e explodiu nas rádios. O pagode dos anos 80 era muito influenciado pelo partido-alto. Já na década seguinte passou a ter uma pegada mais lenta e romântica. Nos anos 80, o principal era a vida na comunidade; nos 90, as letras românticas.

"AVÔ" DO RECO-RECO

Além de batuques na palma das mãos, os escravos batiam um garfo num prato, obtendo um som semelhante ao do reco-reco - instrumento que dá força ao samba.


CUÍCA

Com o som de uma "voz grunhindo", foi uma das novidades das baterias das escolas. A função da cuíca é mais complementar, dando um tempero extra ao samba.








PANDEIRO

Desde a origem do samba o pandeiro estava presente, mas no samba-canção ele ganhou mais importância, marcando o ritmo da música no lugar do surdo.











COMPLETANDO A BATERIA


Conheça outros instrumentos importantes para um bom batuque


TANTÃ


Mais fino que o surdo, também marca o ritmo. Em geral, é tocado com a palma das mãos, sem que os dedos encostem na membrana.







TAMBORIM

Tocado com uma vareta de bambu, não marca necessariamente o ritmo do samba, mas traz um som agudo para o batuque.












CAVAQUINHO

Tem papel semelhante ao do tamborim: deixa o som mais agudo. Mas faz isso na melodia do samba, e não na batida rítmica.






quinta-feira, 3 de abril de 2014

Como surgiu o hábito de comemorar as festas de aniversário?


Feliz Aniversário!!!

De acordo com o livro The Lore of Birthdays ("A Sabedoria dos Aniversários", sem tradução em português), dos antropólogos americanos Ralph e Adelin Linton, aniversários merecem comemorações desde o Egito antigo, ou seja, a moda surgiu por volta de 3000 a.C. Só que com uma diferença, os egípcios e os gregos, que adotaram o costume, restringiam as comemorações apenas a seres superiores como faraós e deuses. 
Com o tempo, o hábito foi se estendendo aos mortais e contaminou também os romanos, que davam o privilégio ao imperador, a sua família e aos senadores. Nos primórdios do cristianismo, o costume foi abolido por causa das suas origens pagãs. Somente no século 4,  a Igreja começou a celebrar o nascimento de Cristo. Daí, ressurgiu o hábito de festejar aniversários e pouco a pouco foram surgindo as peças simbólicas: o bolo, as velinhas, o "Parabéns a Você" etc.

Rituais pagãos e crenças mágicas deram origem à maioria dos costumes das comemorações de aniversário

CONTRA O INFERNO ASTRAL
Assim como o "feliz aniversário", o hábito de dar presentes aos aniversariantes tem o objetivo original de afastar os maus espíritos. Isso já acontecia no Egito antigo e em Roma. Durante a Idade Média, na Alemanha, há registro de uma espécie de Papai Noel, a quem se conferia a função de distribuidor de presentes
BALÃO COR DE CARNE
Acredita-se que os balões foram os primeiros brinquedos das crianças. É claro que os primeiros não eram feitos de plástico, mas de (argh!) intestinos e tripas de animais mortos, inflados com ar. Eles passaram a figurar nas festas de aniversário como um agrado às crianças
SOM NA CAIXA
O "Parabéns a Você" surgiu em 1875. Na verdade, nesse ano as americanas Mildred e Patricia Hill criaram a melodia de "Good Morning to All", que, depois de mudanças aqui e ali, deu origem ao "Parabéns a Você", em 1924. A versão brasileira da música foi decidida em um concurso da Rádio Tupi-RJ, em 1942, vencido pela paulista Bertha Celeste Homem de Mello
SOPRANDO AS VELINHAS
O bolo e as velas foram herdados dos gregos. Todo dia 6, eles faziam festas à deusa Artemis nas quais colocavam velas sobre uma torta, simbolizando a lua cheia, que, segundo a mitologia, era a forma com que a deusa se expressava. Na Idade Média, por razões desconhecidas, os alemães retomaram o hábito em festas de criança
O BRIGADEIRO É NOSSO!
O docinho mais famoso dos aniversários é brasileiro mesmo e surgiu na disputa presidencial de 1945. Eleitoras do brigadeiro Eduardo Gomes criaram o "doce do brigadeiro" tentando conquistar votos através do paladar do eleitorado. O doce foi um sucesso, mas o brigadeiro acabou perdendo as eleições
SINTO MUITO
A tradição de enviar cartões de aniversário começou na Inglaterra, no início do século 20. Os cartões serviam como um pedido de desculpas carinhoso quando a pessoa não podia visitar o aniversariante. Hoje muita gente prefere entregar o cartão pessoalmente


Amigos, este texto foi publicado em meu falecido orkut por volta do ano de 2009; na época, eu o fazia de blog antes abrir essa conta no blogger. Foi interessante a repercussão causada, então hoje, 03 de abril de 2014, exatamente 05 anos depois, resolvi publicar novamente, atualizando apenas minha idade atual.

Grandes, pequenos e médios amigos, além das belas e lindas amigas - respeitando a diversidade e sendo pedagogicamente correto, gostaria de informa-los que é hoje... Poderia ter sido ontem; ou amanhã, mas quis Deus que fosse hoje:  Exatamente hoje (oh redundância) às 08:20hs de 03/04, completaram-se os 34 anos de vida desse amigo que vos tece. 

Tudo começou numa noite bela e enluarada, quando mamãe ovulava e papai só pensava... Pois bem, de Nova Iguaçu foi indo e se alastrou, desde a década de 80 para para cá, deu no que deu - Ou melhor seria, dei no que dei? Ui!

O certo é que hoje eu já sou um cara de meia idade, como me falou certa vizinha, devo dizer para vocês que isso me deixou um tanto preocupado: Como é que ela sabe a quantidade de anos que eu vou viver, pra dizer que já estou na metade?
Pensando nisso fui consultar em meus compêndios e anais - além da internet, é claro, a solucionática, para a seguinte problemática:

Numa época remota, num reino distante perdido no tempo e no espaço, um sujeito havia sido condenado à prisão perpétua. Ele já  e vivia enclausurado há algum tempo. Porém, por bom comportamento, esse figurão ganhou direito de tomar banho de sol, num campo ao redor da cadeia, uma vez por semana. Num desses tais banhos solares, num dia qualquer, ele teve a oportunidade de salvar a rainha de um terrível acidente equino, já que a dita cuja por ali passeava, em seu cavalo, e o bicho desembestou, quase jogando a mulher do rei num precipício, e jogaria, se fosse o socorro imediato do presidiário.

Pois bem, O rei quando soube do acontecido, ficou muito feliz e resolveu gratificar o condenado. Baixou então um decreto real, onde reduzia à metade a pena do encarcerado. E ainda ordenou: Cumpra-se imediatamente! E agora? Como é que a gente vai saber o tamanho da vida do preso, pra poder reduzir-lhe a prisão perpétua pela metade? Perguntaram-se os responsáveis pela prisão, já temerosos pelos seus empregos, e até por seus respectivos pescoços, caso não cumprissem a determinação real.
    
Essa história pode ser verídica, ou devaneio do meu ídolo brega Falcão, mais eu, depois de gastar uma ruma de neurônios, encontrei a resposta...  Mas, porém, não vou dizer aqui agora, pois poderei ferir o Q.I. de algum leitor desse espaço, que, por acaso, venha a ler essa interrogativa. Prometo que depois eu respondo.

No mais, parabéns para mim! Obrigado. Amém.

sábado, 22 de março de 2014

A Neo Idolatria Cristã

Salve, Salve minha gente amiga... Estou eu aqui de volta.

Esta semana gostaria de comentar um pouco sobre o meio neo-cristão. Gostaria antes de ressaltar que sou temente a Deus e acredito em seu dogma, além de ser “fã”nático de Jesus, sem dúvida Ele foi o maior exemplo para a humanidade.
Respeito a opinião dos ateístas e demais pessoas com credos diferentes, inclusive os que se intitulam satanistas ou até mesmo “From Hell”, não julgo ninguém - embora com frequência seja julgado pelas pessoas, pois tenho meu próprio pensamento a respeito do Criador e de suas maravilhas. Se tem uma coisa que me incomoda são as piadas de mal gosto relacionadas a Jesus, mesmo que algumas pessoas não acreditem Nele, algo importante deve ser colocado: Ele nos ensinou a amar o próximo, algo que até hoje 2014 anos depois ainda não conseguimos.  
Nossa sociedade hoje, vive uma inversão de valores, valores estes que acabam sendo medidos pelo capital. E ai me perdoem meus irmãos evangélicos, pois as duas únicas coisas que são frequentemente ensinadas em cultos e em programas vespertinos gospel de televisão é a questão do Dízimo e a Idolatria. Concordo que um templo tem suas necessidades para se manter, mas as diferentes campanhas para se conseguir algo em troca pela benção de Deus, já é um exagero. Devemos amar Deus pelo que ELE É, por ter nos dado fôlego da vida e não pelas benfeitorias que terei se o Servir.  
Sinto uma certa incoerência por parte de alguns líderes espirituais, gostaria de dizer também que já lí muito a respeito e frequentei diversos tipos de templos, se tem algo que posso afirmar de forma empírica é que DEUS NÃO EXISTE, DEUS É.

O mundo gospel hoje movimenta bilhões de reais por ano, são rádios, livrarias, canais comércios e demais empreendimentos com a temática. Concordo com o que Jesus disse: Ide e pregai o Evangelho, e isso gera despesas. Sei que os líderes precisam se manter pois vivem para a obra, concordo em lhes ajudar a se alimentar, locomover etc. Desde o momento que se façam presente na vida de seus irmãos. O que vemos hoje – infelizmente, é um comércio com a obra de Deus. E dai não poderia deixar de citar um mundo que conheço bem, que é o mundo fonográfico.

Atualmente, o pastor Thalles Roberto tem sido uma das mais novas febres no repertório do público gospel, gostaria de lembrar que minha crítica não é ao cantor, mas sim ao que tange a pobreza da atual música gospel no Brasil. Quem ouve a música de Thalles logo percebe que ele é emotivo, improvisador, frenético e intenso. Em seu testemunho ele diz que após um período trabalhando no meio secular, e tendo se desviado de uma vida cristã autêntica, preferiu abandonar os contratos do meio musical onde trabalhava e retornou para o convívio da Igreja (não resistindo ao chamado de Deus), onde gravou seu 1º CD Na sala do Pai (2009). O CD é bem trabalhado musicalmente, com letras interessantes e que fogem do mantra americanizado protagonizado nos últimos anos por cantores como Aline Barros.
Musicalmente falando, ele é um ótimo músico, cantor e compositor. Sua experiência “externa”, trouxe para música gospel influências interessantes, ser cristão não é ser ultrapassado e careta e sim uma pessoa de bem com a vida. Embora em seu trabalho há muito exagero e em alguns casos , e deixo claro que pode parecer impressão minha, remetem a plágio de arranjos antigos de canções que fizeram sucesso, como por exemplo a faixa intitulada “Deus da Força” me lembra muito The Who, mas isso não vem o caso... Fiz essa pequena reflexão para mostrar que a crítica a seguir não é contra o levita e sim contra o artista, entenda, em Êxodos capitulo 20 versículos 3,4, e 5 temos o texto:  

3 Não terás outros deuses diante de mim.
4 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

Thalles Roberto, em seu site e em seus shows igrejas e palcos seculares afora vende o THALLECO, um boneco que sua imagem e semelhança


Além de camisas temáticas com seu nome, talvez esteja seguindo o exemplo marqueteiro de Aline Barros.


 A igreja do Senhor virou um grande comércio nos dias de hoje, enriquecendo aqueles que dizem levar as boas novas do evangelho e que são escolhidos por D'Ele. A idolatria cristã, que como sempre foi apontada pelo meio evangélico como algo que levaria católicos a condenação eterna, é feita pelos fies de forma inconsciente ou consciente sem entender o que significa idolatrar. Cadernos com fotos de cantores gospel são vendidos, poster de líderes são expostos maiores que o nome de Jesus, etc. Além do misticismo pregado por parte de algumas denominações, entenda: Rosa consagrada, passar pelo vale do Sal, levar papéis para queimar no monte, etc e etc. Coisa que algumas linhas do espiritismo faziam e fazem até hoje.

Não me achem herege ou um homem que tenta acabar com sua fé; lembre-se que DEUS É. Não siga seu líder religioso, e sim siga os ensinamentos do grande mestre Jesus.
Quanto ao Pastor Thalles peço a Deus para que ele não se perca em suas convicções e faça o que ele inspirado por Deus canta em ‘O que queres de mim’: “humildade sempre, a soberba não”!

Deus os abençoe e amém.